Esta semana, a maçãzinha linda do meu coração, dona do meu iPad, que me traz tantas felicidades, andou comendo criancinhas novamente. Desconfiei de que alguma coisa estava errada quando o Kindle me avisou que havia uma atualização do aplicativo deles para baixar. Entre as especificações do download: "Esta atualização retira o botão de acesso à Kindle Store. Oi? Mas esse botão não era super importante? Não é lá que compramos os livros? Não entendi.
Hoje eu entendi. A Apple proibiu todas as empresas de venderem livros a partir de seus aplicativos, como o Kindle for iPad. Facilmente compreensível, visto que o aplicativo do Kindle faz muito mais sucesso que o iBooks, da Apple, por uma questão bem óbvia. A Amazon tem um catálogo muito maior que a Apple, que só tem livros velhos ou não interessantes. Best-seller é na Amazon. Com um tiro só, a Apple conseguiu atingir vários outros leitores (como o Nook, da Barnes & Noble, que também tem aplicativo para iPad), mesmo a sua briga sendo diretamente com a Amazon.
Mas não criemos "cânico". A venda continua liberada pela internet, só não pode mais ser feita tão rapidamente quanto era pelo aplicativo. Ainda assim, se eu não me engano, continua podendo ser feita pelo Safari, do seu próprio iPad, entrando no site da Amazon e depois baixando para o seu Kindle for iPad. Lá se vão os 60 segundos de prazo da Amazon, mas nada que faça você fuçar o site do iBooks (até porque não vai encontrar grandíssimo acervo lá).
Aliás, já tenho uma lista de compras para a Amazon Digital. Depois conto as minhas aquisições.
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Acaba uma geração de leitores. E começa outra
As últimas semanas foram marcadas, para quem acompanhou o mundo do cinema, pelo último filme de uma geração inteira de Harry Potters. Se para uns significa o fim de seus maiores ídolos, para outros significa o fim de um montante bilionário em vendas de ingressos, livros e merchandising. Tudo isso proporcionado por uma escritora de primeira viagem em quem nenhuma editora queria acreditar, mesmo aqui no Brasil. Em plena era de debate tecnológico sobre o fim ou não dos livros impressos, pouco se fala sobre os livros infantis, apesar de o fenômeno Harry Potter ter sustentado as vendas lá no alto durante tanto tempo. Responsáveis pelo ensino e crescimento de uma geração, os livros infantis - de romance, que não se misturem com os livros didáticos - costumam sofrer com o esquecimento e do excesso de zelo.
As altas vendas dos livros - e, mais tarde dos filmes - da série do bruxo, surpreenderam todas as editoras inglesas, que pensavam que livros tão grandes não seriam lidos por crianças tão pequenas, e que bruxaria não tinham espaço nas livrarias. Mais tarde, a dúvida veio parar nas editoras brasileiras, que acreditavam que livros tão grandes poderiam, sim, serem lidos por crianças pequenas, mas inglesas, e não brasileiras. O fato é que, salvo algumas exceções, os livros infantis vinham sendo feitos para adultos, e não para crianças. Isso porque o público-alvo acabava sendo o pai ou o professor, em vez dos próprios pequenos.
Profissionais do ramo explicam: ao contrário da literatura adulta, na infantil, não é o consumidor - a criança - que escolhe o que vai ler, e sim um adulto. Por isso, os livros são feitos para chamarem a atenção deles, geralmente trazendo uma mensagem politicamente correta, ou algum material escolar embutido, para que seja vendido como os chamados “paradidáticos”. Mas criança não é boba, e sabe identificar muito bem um material que foi feito para ela. Os paradidáticos têm ainda o argumento contra de que são feitos sobre um molde politicamente correto, senão não poderiam ser vendidos para escolas ou para o governo, o que significa uma parcela considerável do dinheiro que rola nas editoras.
Nada contra esse tipo de livro, mas não é literatura. Não rompe com paradigmas, não causa incômodo, não deixa nada a pensar, além daquilo que se vê nas ruas e na televisão diariamente. Literatura é outra coisa, mesmo que seja infantil. Outra crítica feita hoje, e que favorece muito J. K. Rowling - a autora antes pobre, e hoje milionária de Harry Potter - é a luta contra a infantilização do livro infantil. A editora Dolores Pradas defendeu recentemente, em uma aula a futuros editores, que os livros infantis tenham mais profundidade. Se não é considerada “alta literatura”, Rowling ao menos conseguiu preencher a mente infantil com mundos mágicos, palavras inventadas e complicadas, tramas elaboradas e muitas, muitas páginas, que duraram anos nas livrarias, ou seja, nada de infantilização do público.
Infelizmente, o fim da série deixa um vácuo para as próximas gerações. Quem vai suprir o espaço deixado pelos Harry Potters, ocupando o papel de entreter pura e simplesmente as futuras crianças leitoras? Quem será a próxima J. K. Rowling, que vai compreender o que a criança quer ler, e formar o futuro leitor de obras cada vez mais elaboradas e clássicas. Segundo Dolores, a importância da literatura infantil é tamanha que, depois dela, uma criança leitora não precisa do degrau “literatura juvenil”, ela pula dos Harry Potters diretamente para as Agathas Christies e Victor Hugos, sem passar pelos vampiros - que hoje ocupam grande parte das livrarias.
Com o advento do livro digital, ficou muito mais fácil chamar a atenção. Hoje os livros brilham, falam e cantam, mas ainda não superam as 500 páginas de cada exemplar do bruxo em quem ninguém quis apostar. Se para uns pareceu uma febre passageira, que lotou os cinemas das últimas semanas de crianças fantasiadas, outros torcem para que seja mesmo passageira, ou seja, para que seja logo substituída por muitos outros livros do mesmo calibre. Não uma nova coleção de bruxos, vampiros ou lobisomens, mas uma nova geração de leitores, que procuram livros cada vez mais encorpados porque foram preparados - e muito bem preparados - por Rowlings e Tolkiens durante a infância.
As altas vendas dos livros - e, mais tarde dos filmes - da série do bruxo, surpreenderam todas as editoras inglesas, que pensavam que livros tão grandes não seriam lidos por crianças tão pequenas, e que bruxaria não tinham espaço nas livrarias. Mais tarde, a dúvida veio parar nas editoras brasileiras, que acreditavam que livros tão grandes poderiam, sim, serem lidos por crianças pequenas, mas inglesas, e não brasileiras. O fato é que, salvo algumas exceções, os livros infantis vinham sendo feitos para adultos, e não para crianças. Isso porque o público-alvo acabava sendo o pai ou o professor, em vez dos próprios pequenos.
Profissionais do ramo explicam: ao contrário da literatura adulta, na infantil, não é o consumidor - a criança - que escolhe o que vai ler, e sim um adulto. Por isso, os livros são feitos para chamarem a atenção deles, geralmente trazendo uma mensagem politicamente correta, ou algum material escolar embutido, para que seja vendido como os chamados “paradidáticos”. Mas criança não é boba, e sabe identificar muito bem um material que foi feito para ela. Os paradidáticos têm ainda o argumento contra de que são feitos sobre um molde politicamente correto, senão não poderiam ser vendidos para escolas ou para o governo, o que significa uma parcela considerável do dinheiro que rola nas editoras.
Nada contra esse tipo de livro, mas não é literatura. Não rompe com paradigmas, não causa incômodo, não deixa nada a pensar, além daquilo que se vê nas ruas e na televisão diariamente. Literatura é outra coisa, mesmo que seja infantil. Outra crítica feita hoje, e que favorece muito J. K. Rowling - a autora antes pobre, e hoje milionária de Harry Potter - é a luta contra a infantilização do livro infantil. A editora Dolores Pradas defendeu recentemente, em uma aula a futuros editores, que os livros infantis tenham mais profundidade. Se não é considerada “alta literatura”, Rowling ao menos conseguiu preencher a mente infantil com mundos mágicos, palavras inventadas e complicadas, tramas elaboradas e muitas, muitas páginas, que duraram anos nas livrarias, ou seja, nada de infantilização do público.
Infelizmente, o fim da série deixa um vácuo para as próximas gerações. Quem vai suprir o espaço deixado pelos Harry Potters, ocupando o papel de entreter pura e simplesmente as futuras crianças leitoras? Quem será a próxima J. K. Rowling, que vai compreender o que a criança quer ler, e formar o futuro leitor de obras cada vez mais elaboradas e clássicas. Segundo Dolores, a importância da literatura infantil é tamanha que, depois dela, uma criança leitora não precisa do degrau “literatura juvenil”, ela pula dos Harry Potters diretamente para as Agathas Christies e Victor Hugos, sem passar pelos vampiros - que hoje ocupam grande parte das livrarias.
Com o advento do livro digital, ficou muito mais fácil chamar a atenção. Hoje os livros brilham, falam e cantam, mas ainda não superam as 500 páginas de cada exemplar do bruxo em quem ninguém quis apostar. Se para uns pareceu uma febre passageira, que lotou os cinemas das últimas semanas de crianças fantasiadas, outros torcem para que seja mesmo passageira, ou seja, para que seja logo substituída por muitos outros livros do mesmo calibre. Não uma nova coleção de bruxos, vampiros ou lobisomens, mas uma nova geração de leitores, que procuram livros cada vez mais encorpados porque foram preparados - e muito bem preparados - por Rowlings e Tolkiens durante a infância.
Publicado no último domingo no jornal O Debate
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Vossa excelência: as capas!
Eu julgo pela capa. Julgo, e julgo muito bem, com licença. Já falei isso em outras ocasiões, mas como este é um blog novo, acho bom colocar logo tudo para fora para que vocês possam reclamar de uma vez. Livros com capas bonitas e agradáveis significam livros que tiveram um cuidado maior. Tanto da editora, quanto do autor e do designer (significa que houve um designer!).
Claro que algumas vezes isso pode ser substituído por "Oh meu deus, o que fizeram com esse livro tão bom!?". É como vestir uma princesa com roupas de piriguete. É o que fizeram com Pilares da Terra, uma obra prima dos livros épicos, que foi vestido por uma tia malvada e brega ou então cuspido de um trabalho do Ensino Fundamental feito no Power Point.
Por outro lado, tem como não se apaixonar por capas como "A menina que roubava livros", "A menina que não sabia ler" (a repetição de títulos é assunto para outro post!), "Pequena Abelha", "Clarice," e tantos outros que conseguem traduzir o espírito do livro sem contar nada sobre ele?
Confesso que tenho um certo medo dessas capas perderem a importância diante do mundo dos ebooks (muito para frente!). Isso porque, nos livros virtuais, as capas são em p&b, salvo em tablets, ou muito pequenas. Com isso, corre-se o risco de darem um valor menor a uma parte tão importante.
Alguns designers de capa têm páginas na internet para mostrarem os seus trabalhos (alguns mostram ainda o making off antes do livro ser publicado) outros fazem uma lista dos melhores trabalhos lançados ultimamente, e vale a pena a visita. Estes são alguns tirados do meu RSS!
Caustic Cover Critic
David Drummond
The Book Design Review
Book Cover Archive
Book Covers Anonymous
Book Covers
Claro que algumas vezes isso pode ser substituído por "Oh meu deus, o que fizeram com esse livro tão bom!?". É como vestir uma princesa com roupas de piriguete. É o que fizeram com Pilares da Terra, uma obra prima dos livros épicos, que foi vestido por uma tia malvada e brega ou então cuspido de um trabalho do Ensino Fundamental feito no Power Point.
Por outro lado, tem como não se apaixonar por capas como "A menina que roubava livros", "A menina que não sabia ler" (a repetição de títulos é assunto para outro post!), "Pequena Abelha", "Clarice," e tantos outros que conseguem traduzir o espírito do livro sem contar nada sobre ele?
Confesso que tenho um certo medo dessas capas perderem a importância diante do mundo dos ebooks (muito para frente!). Isso porque, nos livros virtuais, as capas são em p&b, salvo em tablets, ou muito pequenas. Com isso, corre-se o risco de darem um valor menor a uma parte tão importante.
Alguns designers de capa têm páginas na internet para mostrarem os seus trabalhos (alguns mostram ainda o making off antes do livro ser publicado) outros fazem uma lista dos melhores trabalhos lançados ultimamente, e vale a pena a visita. Estes são alguns tirados do meu RSS!
Caustic Cover Critic
David Drummond
The Book Design Review
Book Cover Archive
Book Covers Anonymous
Book Covers
terça-feira, 5 de julho de 2011
Como escolher uma capa de sucesso
Bom, se você for julgar pela lista dos livros mais vendidos da Saraiva, é só escolher um casal bonitinho e colocar os dois em uma foto piegas direto de um filme romântico da Sessão da Tarde. Vende que é uma beleza!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
I [heart] iPad
Sofro de paixonite aguda pelo iPad. Desde que abri a mente e a conta bancária para aumentar a minha lista de gadgets, sinto como se eu tivesse um cachorrinho novo em casa, e eu tenho que esperar toda uma jornada de trabalho até encontrar o meu cachorrinho de novo. Muitas saudades.
Sentimentalismos à parte, agora tenho algum embasamento para poder fazer aquela comparação entre e-readers e tablets, debate que vem sendo tão estranhamente discutido por aí.
Estranhamente, sim, porque as duas coisas são simplesmente tão diferentes quanto uma televisão e uma geladeira, guardadas as devidas proporções. Entretanto, como alguém inventou que o tablet servia para ler também (santo alguém!), as comparações não pararam de aparecer. Vamos por partes:
Os e-readers têm "tinta" preta e branca, ou seja, a tecnologia e-ink responsável pela formação de imagens na tela dos e-readers ainda está monocromática - embora a versão colorida esteja em fase de testes. Por isso, se você gosta de livros de arte, gastronomia, revistas, jornais e internet, esqueça os e-readers por enquanto. Enquanto isso, o iPad é lindamente colorido, a resolução é ótima e qualquer revista fica convidativa até não poder mais com ele.
Os e-readers utilizam a tecnologia e-ink, enquanto os tablets têm a tela parecida com a de alguns notebooks, o que significa que você vai aguentar menos tempo na frente dele do que dos readers. Entretanto, o iBooks e os aplicativos como do Kindle para iPad são muito mais organizados do que os aplicativos próprios dos e-readers.
O iBooks lê PDFs e ePUBs sem DRM. Muitas siglas? PDF você conhece, são os nossos velhos companheiros de faculdade, e é uma grande mão na roda eles poderem ser lidos, já que um ou outro e-reader por aí não lê, ou, pelo menos, lê todo desconfigurado. ePUB é o formato da maior parte dos livros virtuais e DRM é o cadeado dos infernos que mantém ele preso e te impede de emprestar à sua avó, que gosta tanto de ler. Se a Amazon poderia mostrar algum problema com isso, já que os livros dela são todos com DRM, fez bem melhor: criou o aplicativo Kindle que funciona tanto no iPad, quanto no iPhone, no PC e onde mais você conseguir instalar e todos os livros que você comprar dela ficam "nas nuvens", ou seja, você pode parar a leitura em um lugar e continuar de onde parou em outro (quer nascer em década mais linda [tecnologicamente] que essa?).
É um pouco mais difícil manter a atenção se você tem um iPad! Isso porque ele faz tanta coisa, que só falta plantar bananeira, então não dou nem 10 páginas até você querer checar o seu Twitter ou Facebook antes de voltar para a leitura.
Embora alguns e-readers acessem a internet, essa não é a função deles, por isso não conte com eles para isso. Os tablets, por outro lado, vivem disso. São perfeitos para revistas e jornais, ainda mais do que livros.
Além disso, eu já falei que ele é lindo?
Sentimentalismos à parte, agora tenho algum embasamento para poder fazer aquela comparação entre e-readers e tablets, debate que vem sendo tão estranhamente discutido por aí.
Estranhamente, sim, porque as duas coisas são simplesmente tão diferentes quanto uma televisão e uma geladeira, guardadas as devidas proporções. Entretanto, como alguém inventou que o tablet servia para ler também (santo alguém!), as comparações não pararam de aparecer. Vamos por partes:
Os e-readers têm "tinta" preta e branca, ou seja, a tecnologia e-ink responsável pela formação de imagens na tela dos e-readers ainda está monocromática - embora a versão colorida esteja em fase de testes. Por isso, se você gosta de livros de arte, gastronomia, revistas, jornais e internet, esqueça os e-readers por enquanto. Enquanto isso, o iPad é lindamente colorido, a resolução é ótima e qualquer revista fica convidativa até não poder mais com ele.
Os e-readers utilizam a tecnologia e-ink, enquanto os tablets têm a tela parecida com a de alguns notebooks, o que significa que você vai aguentar menos tempo na frente dele do que dos readers. Entretanto, o iBooks e os aplicativos como do Kindle para iPad são muito mais organizados do que os aplicativos próprios dos e-readers.
O iBooks lê PDFs e ePUBs sem DRM. Muitas siglas? PDF você conhece, são os nossos velhos companheiros de faculdade, e é uma grande mão na roda eles poderem ser lidos, já que um ou outro e-reader por aí não lê, ou, pelo menos, lê todo desconfigurado. ePUB é o formato da maior parte dos livros virtuais e DRM é o cadeado dos infernos que mantém ele preso e te impede de emprestar à sua avó, que gosta tanto de ler. Se a Amazon poderia mostrar algum problema com isso, já que os livros dela são todos com DRM, fez bem melhor: criou o aplicativo Kindle que funciona tanto no iPad, quanto no iPhone, no PC e onde mais você conseguir instalar e todos os livros que você comprar dela ficam "nas nuvens", ou seja, você pode parar a leitura em um lugar e continuar de onde parou em outro (quer nascer em década mais linda [tecnologicamente] que essa?).
É um pouco mais difícil manter a atenção se você tem um iPad! Isso porque ele faz tanta coisa, que só falta plantar bananeira, então não dou nem 10 páginas até você querer checar o seu Twitter ou Facebook antes de voltar para a leitura.
Embora alguns e-readers acessem a internet, essa não é a função deles, por isso não conte com eles para isso. Os tablets, por outro lado, vivem disso. São perfeitos para revistas e jornais, ainda mais do que livros.
Além disso, eu já falei que ele é lindo?
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desafio 2: Agatha Christie
Estou vendo um monte de desafios literários se proliferarem na internet. Acho ótimo, porque é um modo de forçar as pessoas a lerem mais e coisas diferentes. Este de hoje me foi apresentado pela minha mãe, que viu isso em algum outro blog que eu não lembro qual (desculpe a falta de créditos!). Achei super pretensioso, mas possível: ler todas as obras de Agatha Christie na ordem cronológica.
Para quem é um grande leitor da escritora, a parte "cronologicamente" já era, porque aqui os livros foram aparecendo meio fora de ordem ou em coleções não-cronológicas, mas já é mais fácil pela quantidade de livros. Eu posso dizer que não li Agatha Christie e ponto final. Li um livro e, mesmo assim, não me lembro de nada, por isso posso começar em ordem tranquilamente e vou demorar muitos anos para terminar (até porque eu não vou ler só isso na minha vida, né?). Mas se ela conseguiu escrever todos esses livros em uma vida, porque eu não conseguiria ler todos eles?
Começa agora outro desafio. Sem prazo para acabar.
A lista de todos os livros está no post completo (tive que dividir o post para não ficar grande demais). Para ver, clique em "Desafio Agatha Christie", no menu.
Para quem é um grande leitor da escritora, a parte "cronologicamente" já era, porque aqui os livros foram aparecendo meio fora de ordem ou em coleções não-cronológicas, mas já é mais fácil pela quantidade de livros. Eu posso dizer que não li Agatha Christie e ponto final. Li um livro e, mesmo assim, não me lembro de nada, por isso posso começar em ordem tranquilamente e vou demorar muitos anos para terminar (até porque eu não vou ler só isso na minha vida, né?). Mas se ela conseguiu escrever todos esses livros em uma vida, porque eu não conseguiria ler todos eles?
Começa agora outro desafio. Sem prazo para acabar.
A lista de todos os livros está no post completo (tive que dividir o post para não ficar grande demais). Para ver, clique em "Desafio Agatha Christie", no menu.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Livro digital sem imposto: #oremos
Para alegria dos leitores - e certo medinho das empresas responsáveis pelos e-readers nacionais - segue no plenário um projeto de lei que modifica a Política Nacional do Livro (PNL), instituída em 2003, que regulava, entre outras coisas, a tributação em cima dos livros importados. Ao contrários dos irmãos de papel, os e-readers ainda não são livres de tributação, apesar de a PNL "assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro; fomentar e apoiar a produção, a edição, a difusão, a distribuição e a comercialização do livro; promover e incentivar o hábito da leitura; apoiar a livre circulação do livro no País; e capacitar a população para o uso do livro como fator fundamental para seu progresso econômico, político, social e promover a justa distribuição do saber e da renda". Oras, o e-reader não é um iPad, gadget dos sonhos de muita gente [meus!] que faz de tudo. Os e-reader servem para ler. E ponto. Todas as demais funções giram em torno da leitura e servem para auxiliar ou melhorar o aprendizado.
Se a iniciativa for aceita pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, pela Câmara e, finalmente, aprovada, as empresas brasileiras que hoje correm atrás do mercado do livro digital terão que se cuidar. Hoje, ainda sai mais barato comprar o precursor dos leitores, o Kindle, da Amazon, pagando a tributação absurda de importação de eletrônicos do que comprar uma das versões brasileiras, como o Alfa, da Positivo. Mesmo a versão 3G, que possibilita a compra online de livros sem nenhum custo pela conexão, ainda sai mais barato, se não levarmos em conta os acessórios que costumam ser comprados juntos. Se a tributação cair por terra, o Kindle básico wi-fi sai por menos de 250 reais, sem contar o frete. A Positivo, hoje, consegue vender seu leitor por pouco menos que 700 reais, sem as vantagens que a Amazon oferece, de ter já um grande acervo em inglês. Se o medo não for o suficiente, some a isso a notícia de que a empresa americana deve desembarcar em terras tupiniquins no começo do ano que vem - provavelmente procurando aumentar o seu catálogo de livros em português.
Para nós leitores, pulos de alegria e figas para que o projeto de lei seja posto em prática! Para os e-readers brasileiros, muita corrida para alcançar o Kindle e conquistar os leitores daqui.
Leia mais na notícia publicada pelo Estadão!
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