Este mês, do Desafio Literário, foi dedicado à literatura oriental, da qual eu tenho muito poucos exemplares na estante. A minha primeira opção era "País das Neves", de Yasunari Kawabata. Mas, infelizmente, a Livraria da Travessa não tinha nenhum exemplar dele. Infelizmente, porque a vendedora era apaixonada por esse livro e falou super bem dele. Deixei para comprar mais tarde, mas não imaginei que ia ser tão difícil de encontrar. A segunda opção era "Mar de papoulas", do indiano Amitav Ghosh, que foi uma grata surpresa.
No início, é um livro um pouco complicado de ler, já que é escrito com algumas gírias, inglês, bengali e mais um monte de dialetos (descobri mais tarde que a Índia tem uns 400 dialetos, o que explica a diversidade de idiomas no livro). É quase um papiamento. No fim do livro tem um glossário imenso, mas eu não tenho paciência com glossários e resolvi tentar entender o contexto das frases. Com o tempo, algumas palavras se repetem e fica muito mais fácil de entender.
A história se passa durante pouco antes da guerra do ópio, quando praticamente todas as plantações indianas são substituídas por plantações de ópio para exportação. A população fica quase sem ter o que comer, já que mais nada é plantado, conhecem o vício do ópio e pequenas cidades mudam drásticamente por conta dessa nova economia. O sistema de castas indiano também é muito presente durante toda a narrativa.
O livro conta, na verdade, diversas histórias de pessoas de diversas castas, mas todas elas ligadas de alguma forma ao ópio e, mais importante, ao Ibis, um navio que vira um personagem à parte. Ao longo do livro você percebe que essas pessoas de histórias de vida tão diferentes, vão todas desembocar no Ibis, para continuar a trama dentro de um navio de escravos.
A leitura foi completamente diferente do que eu estou acostumada, mas valeu muito a pena. A história é interessantíssima e a forma como Amitav brinca com as palavras de vários dialetos em uma mesma conversa é muito divertida. O contexto histórico fica como pano de fundo, mas não é menos importante. Uma boa pedida para quem quer um pouco mais do gosto da Índia.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Eu mato - Giorgio Faletti
Achei que este mês eu fosse ler um milhão de livros, pelo tema que é. Não que eu leia muitos livros de serial killers, mas não é um tema do qual eu seja muito alheia, afinal, Criminal Minds, Csi e todos os outros estão aí para isso. Mas isso não aconteceu. Um dos motivos, além de uma agenda lotada, uma troca de emprego e um projeto de final de curso, pode ter sido o peso de Eu Mato, de Giorgio Faletti.
Por ser muito grande, não dançara levar na bolsa, e aí as pessoas só podem morrer quando eu chegava em casa. Pelo tamanho do livro, da pra ver que morre muita gente, como todo bom serial.
Quem mata é um ser misterioso que resolve anunciar em um programa de radio todas as vitimas antes de matá-las. Mas não é tao fácil assim. As mensagens são cifradas em musicas, ou seja, cada vitima tem uma música chave que leva a ela e, para encontrar o assassino, os policiais vão ter que seguir essa trilha musical.
O livro é muito interessante e as mortes são sem duvida cenograficas, já que "ninguem", como é chamado o assassino, retira o rosto de todas as vitimas após a morte. Entretanto, achei que a escolha do assassino foi um tanto quanto aleatória. Não achei que o perfil combinasse com ele (será que eu assisti Criminal Minds demais?), mas acho que valeu a pena, principalmente pela diferença que é ler um livro italiano, para variar...
Por ser muito grande, não dançara levar na bolsa, e aí as pessoas só podem morrer quando eu chegava em casa. Pelo tamanho do livro, da pra ver que morre muita gente, como todo bom serial.
Quem mata é um ser misterioso que resolve anunciar em um programa de radio todas as vitimas antes de matá-las. Mas não é tao fácil assim. As mensagens são cifradas em musicas, ou seja, cada vitima tem uma música chave que leva a ela e, para encontrar o assassino, os policiais vão ter que seguir essa trilha musical.
O livro é muito interessante e as mortes são sem duvida cenograficas, já que "ninguem", como é chamado o assassino, retira o rosto de todas as vitimas após a morte. Entretanto, achei que a escolha do assassino foi um tanto quanto aleatória. Não achei que o perfil combinasse com ele (será que eu assisti Criminal Minds demais?), mas acho que valeu a pena, principalmente pela diferença que é ler um livro italiano, para variar...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Dexter - Jeff Lindsay
Muitos já devem conhecer Dexter das telas de um seriado popular da Warner. Eu, por sorte, ainda não tinha assistido a nenhum episódio da série então pude ler o primeiro livro do mês dedicado a serial killers sem a interferência da imagem que já tinham construído dele. Dexter é um seria killer um pouquinho diferente. Ele tem aquele impulso incontornável de matar pessoas que vem com uma voz estranha no fundo da cabeça dele, mas, em consideração a seu pai adotivo, ele consegue escolher suas vítimas. Assim, só morre quem merece morrer, quem tem motivos para isso, quem não presta, e o trabalho é feito com muito esmero, sem grandes banhos de sangue e sem deixar pistas.
Para não ser pego pela polícia, além de pensar em todos os detalhes antes de cada assassinato, Dexter também cultiva uma imagem de cidadão normal perante a sociedade. Ele finge que tem uma namorada, ele finge que se importa com as pessoas, ele finge que tem sentimentos, enfim, ele finge ser normal. Sua irmã, por ironia do destino ou do autor, seguiu a carreira do pai adotivo de Dexter e virou policial. Não muito bem sucedida, é verdade, mas virou e batalha bastante para ser levada a sério no trabalho e ser transferida para o setor de homicídios.
No primeiro livro da série, uma seqüência de assassinatos chama a atenção da polícia e de Dexter. O modus operandi do assassino é tão perfeito que parece brincar com a capacidade de Dexter de resolver o caso. Sim, faltou dizer que Dexter é especialista e borrifos de sangue (blood splatter) e, por isso, também trabalha com os policiais. Para completar, todas as mortes são realizadas sem sujeira com sangue, cortes cirúrgicos e uma limpeza que mata Dexter de inveja e curiosidade. É tudo tão parecido com seu próprio modo de matar, que ele chega a se perguntar se não foi ele mesmo que matou as vítimas.
A melhor parte do livro é o texto irônico e o jeito engraçado de Dexter, que é menos desastrado que parece ter sido mostrado na série, mais sombrio e cansado da raça humana e muito mais cheios de tocs quando trata dos assassinatos. Como eu não sou ávida leitora de livros de assassinatos, Dexter foi uma grata surpresa. Espero que a seqüência de livros faça o mesmo sucesso que a seqüência de episódios da Warner.
Para não ser pego pela polícia, além de pensar em todos os detalhes antes de cada assassinato, Dexter também cultiva uma imagem de cidadão normal perante a sociedade. Ele finge que tem uma namorada, ele finge que se importa com as pessoas, ele finge que tem sentimentos, enfim, ele finge ser normal. Sua irmã, por ironia do destino ou do autor, seguiu a carreira do pai adotivo de Dexter e virou policial. Não muito bem sucedida, é verdade, mas virou e batalha bastante para ser levada a sério no trabalho e ser transferida para o setor de homicídios.
No primeiro livro da série, uma seqüência de assassinatos chama a atenção da polícia e de Dexter. O modus operandi do assassino é tão perfeito que parece brincar com a capacidade de Dexter de resolver o caso. Sim, faltou dizer que Dexter é especialista e borrifos de sangue (blood splatter) e, por isso, também trabalha com os policiais. Para completar, todas as mortes são realizadas sem sujeira com sangue, cortes cirúrgicos e uma limpeza que mata Dexter de inveja e curiosidade. É tudo tão parecido com seu próprio modo de matar, que ele chega a se perguntar se não foi ele mesmo que matou as vítimas.
A melhor parte do livro é o texto irônico e o jeito engraçado de Dexter, que é menos desastrado que parece ter sido mostrado na série, mais sombrio e cansado da raça humana e muito mais cheios de tocs quando trata dos assassinatos. Como eu não sou ávida leitora de livros de assassinatos, Dexter foi uma grata surpresa. Espero que a seqüência de livros faça o mesmo sucesso que a seqüência de episódios da Warner.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
"Emma", Jane Austen
Que me desculpem todos os professores de literatura, todas as menininhas, todos os amantes da literatura britânica, mas Jane Austen é uma velha fofoqueira. Pronto, falei. Este mês, no desafio, foi a vez de livros cujo título era um nome próprio. Coloquei alguns na lista e acabei indo para Emma. Ana Karenina era grande demais para a minha falta de tempo este mês (que, além de mais curto, ainda teve uma semana de Carnaval) e Benjamim estava em falta na Travessa. Aos 45 do segundo tempo, eu acabei baixando a versão bilingüe de Emma no site da Saraiva e lendo ele no iPhone mesmo.
Eu já havia lido Persuasão, da autora, em inglês, e também não tinha ficado muito fã. Não foi ruim, mas também não me prendeu. Jane Austen é extremamente irônica e, logo de cara, achei que ia me dar muito bem com ela. Só que não.
Tanto a personagem principal de Persuasão, como Emma, me pareceram muito autobiográficas, por algum motivo. Acho que por isso eu fiquei com a impressão de que a chata era ela.
Emma mora com o pai e acabou de "perder" a empregada/babá/governanta/ama. Não, ela não morreu, só se casou, mas para a família foi como se fosse. Como ela parece não ter vida própria, Emma se ocupa da vida dos outros. Ela arranja casamentos, espalha fofocas, fala mal da vida alheia, julga as famílias menos nobres que ela e decide ser uma tia solteirona que vai só cuidar da vida alheia. Só que com palavras mais bonitas, se você perguntar para alguém que tenha gostado do livro.
Apesar de bem escrito, você vai se surpreender com a capacidade de gastar páginas e mais páginas que Jane tem para falar sobre o tempo. Todos os personagens têm um medo horrível de janelas abertas ou passeios ao ar livre, porque você pode pegar um resfriado a qualquer momento.
Emma se empenha em organizar uma festa e um monte de gente é chamada para dar palpite de onde colocar cada móvel e você, pobre leitor que só querer saber se ela vai terminar solteirona mesmo ou não, é obrigada a acompanhar todas as discussões sobre o espaço ser ou não suficiente padrão número de casais convidados para dançar. Torci para que as janelas fossem esquecidas abertas e todos morressem de pneumonia.
Novamente, eu reconheço a importância de Jane Austen para a literatura anglosaxã e juro que dei duas chances para ela, mas meu espírito jornalístico/editor só conseguia pensar em cortar metade daquelas frases e resumir aquela historia em 100 páginas. O livro tem 400, aliás.
[* - 1 estrela]
Eu já havia lido Persuasão, da autora, em inglês, e também não tinha ficado muito fã. Não foi ruim, mas também não me prendeu. Jane Austen é extremamente irônica e, logo de cara, achei que ia me dar muito bem com ela. Só que não.
Tanto a personagem principal de Persuasão, como Emma, me pareceram muito autobiográficas, por algum motivo. Acho que por isso eu fiquei com a impressão de que a chata era ela.
Emma mora com o pai e acabou de "perder" a empregada/babá/governanta/ama. Não, ela não morreu, só se casou, mas para a família foi como se fosse. Como ela parece não ter vida própria, Emma se ocupa da vida dos outros. Ela arranja casamentos, espalha fofocas, fala mal da vida alheia, julga as famílias menos nobres que ela e decide ser uma tia solteirona que vai só cuidar da vida alheia. Só que com palavras mais bonitas, se você perguntar para alguém que tenha gostado do livro.
Apesar de bem escrito, você vai se surpreender com a capacidade de gastar páginas e mais páginas que Jane tem para falar sobre o tempo. Todos os personagens têm um medo horrível de janelas abertas ou passeios ao ar livre, porque você pode pegar um resfriado a qualquer momento.
Emma se empenha em organizar uma festa e um monte de gente é chamada para dar palpite de onde colocar cada móvel e você, pobre leitor que só querer saber se ela vai terminar solteirona mesmo ou não, é obrigada a acompanhar todas as discussões sobre o espaço ser ou não suficiente padrão número de casais convidados para dançar. Torci para que as janelas fossem esquecidas abertas e todos morressem de pneumonia.
Novamente, eu reconheço a importância de Jane Austen para a literatura anglosaxã e juro que dei duas chances para ela, mas meu espírito jornalístico/editor só conseguia pensar em cortar metade daquelas frases e resumir aquela historia em 100 páginas. O livro tem 400, aliás.
[* - 1 estrela]
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
eBooks gratuitos de Marketing Digital
Hoje eu estava atrás de livros de Marketing Digital. Mais especificamente de web writing, ou seja, de escrita para a internet. O livro lindão que eu quero comprar eu já tenho em mente, mas ele é caro e eu tenho outros dez mil livros na frente dele que eu também "preciso" ter! Então, recorri aos ebooks, para ver se algum chamava a minha atenção. Gente, porque raios ainda não estão investindo nos ebooks dessa área? Ninguém percebeu como é irônico lançar um livro sobre marketing digital, mídias sociais, web 2.0 e publicar somente em papel? Só eu achei?
Foi aí que eu tropecei em alguns títulos ou referências gratuitas! Não faço a menor ideia se são bons ou ruins, já que isso tudo foi encontrado hoje. Todos já foram devidamente transferidos para o iBooks. Segue a listinha mão-na-roda:
Foi aí que eu tropecei em alguns títulos ou referências gratuitas! Não faço a menor ideia se são bons ou ruins, já que isso tudo foi encontrado hoje. Todos já foram devidamente transferidos para o iBooks. Segue a listinha mão-na-roda:
- Como escrever para a web - Guillermo Franco (é o que promete mais)
- Para entender as mídias sociais - Org;: Ana Brambilla
- Comunicação e marketing digitais - Org: Marcello Chamusca e Márcia Carvalhai
- Guia prático de Marketing na Internet - Cláudio Torres
- Cartilha de Redação Web - Departamento de Governo Eletrônico (só para referência)
Se a sua procura é por mídias sociais, vai encontrar muito mais coisa por aí, mas, como eu disse, o meu foco era em texto para web, e esses me prometeram mais. Se você é formado em Marketing, com certeza vai achar o material fraco, corre pro livrão grande! :)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Sangue, Ossos e Manteiga - Gabrielle Hamilton
No último dia do mês, terminei o terceiro livro da série de literatura gastronômica do desafio. "Sangue, ossos e manteiga", da chef Gabrielle Hamilton, já estava na minha lista de "para ler" desde antes de ser traduzido para português. Ele estava na lista dos mais lidos do Goodreads e tinha uma capa super interessante. Eu tinha ele em ebook no iPad, mas nunca cheguei a terminar o primeiro capítulo. Com o desafio, acabei comprando o livro de verdade e pegando para ler (de verdade).
Gabrielle Hamilton é um versão feminina de Anthony Bourdain. Desbocada, ela já foi chef, já trabalhou em lanchonetes nojentinhas, já trabalhou como garçonete, já foi pobre, já foi lésbica, já foi drogada, já casou para salvar um italiano da deportação, já teve dois filhos, já abriu um restaurante, já escreveu um livro e mais um monte de coisa. Bourdain inclusive menciona Gabrielle em "Ao ponto", sendo uma das poucas figuras que ele critica só um pouco (enquanto todos os outros chefs ele joga aos porcos).
O livro conta a história de Gabrielle desde a infância, com a mãe francesa que a ensinou a comer e a cozinhar bem, até a separação dos pais, quando aprendeu com o pai a matar uma galinha (o que no caso dela acaba sendo desastroso - para a galinha, principalmente), um grande período de drogas e falta de comida até chegar a abrir o seu próprio restaurante, onde conhece seu futuro marido, prestes a ser deportado dos EUA, com quem visita anualmente a Itália e suas maravilhas gastronômicas.
"Sangue, ossos e manteiga" tem mais biografia do que propriamente sangue, ossos e manteiga. Ou seja: comida. Mas justamente por isso é tão recomendado para todo mundo que quer um livro leve para ler - ao contrário do que a cabeça decepada da capa e o título possam parecer.
[**** - 4 estrelas!]
Gabrielle Hamilton é um versão feminina de Anthony Bourdain. Desbocada, ela já foi chef, já trabalhou em lanchonetes nojentinhas, já trabalhou como garçonete, já foi pobre, já foi lésbica, já foi drogada, já casou para salvar um italiano da deportação, já teve dois filhos, já abriu um restaurante, já escreveu um livro e mais um monte de coisa. Bourdain inclusive menciona Gabrielle em "Ao ponto", sendo uma das poucas figuras que ele critica só um pouco (enquanto todos os outros chefs ele joga aos porcos).
O livro conta a história de Gabrielle desde a infância, com a mãe francesa que a ensinou a comer e a cozinhar bem, até a separação dos pais, quando aprendeu com o pai a matar uma galinha (o que no caso dela acaba sendo desastroso - para a galinha, principalmente), um grande período de drogas e falta de comida até chegar a abrir o seu próprio restaurante, onde conhece seu futuro marido, prestes a ser deportado dos EUA, com quem visita anualmente a Itália e suas maravilhas gastronômicas.
"Sangue, ossos e manteiga" tem mais biografia do que propriamente sangue, ossos e manteiga. Ou seja: comida. Mas justamente por isso é tão recomendado para todo mundo que quer um livro leve para ler - ao contrário do que a cabeça decepada da capa e o título possam parecer.
[**** - 4 estrelas!]
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
A mesa voadora - Veríssimo
Veríssimo é tudo. O de verdade, e não aquele que você recebe por e-mail de gente que repassa tudo o que recebe. O Veríssimo de verdade tem um senso de humor sutil, disfarçado de ironia, disfarçado de falta de educação ou algo do tipo. E tem cara de quem gosta de uma comida boa de verdade. "A mesa voadora" é um daqueles livros fininhos que muita gente já leu na escola. É uma coletânea de crônicas publicadas sobre comidas, vinhos, restaurantes, viagens gastronômicas e comilanças em geral. O livro é uma delícia.
Em "A mesa voadora", Veríssimo fala mal da salsinha, ensina a furar fila no buffet, trava uma guerra entre não entedendores de vinho, conta vantagem sobre suas viagens gastronômicas mais invejáveis, come bem, come mal e come muito. Ele apresenta alguns personagens cativantes de restaurantes e bares, passeia pelo Rio, por Porto Alegre, por São Paulo, pela Itália e por vários outros lugares gostosos, de cinco ou nenhuma estrela.
Meu carinho pela salsinha e por Veríssimo lutaram durante o livro inteiro, mas Veríssimo ganhou no final e eu não pude ficar chateado com ele por isso. Espero que ele não fique chateado por eu continuar comendo salsinhas...
[**** - quatro estrelas!]
Em "A mesa voadora", Veríssimo fala mal da salsinha, ensina a furar fila no buffet, trava uma guerra entre não entedendores de vinho, conta vantagem sobre suas viagens gastronômicas mais invejáveis, come bem, come mal e come muito. Ele apresenta alguns personagens cativantes de restaurantes e bares, passeia pelo Rio, por Porto Alegre, por São Paulo, pela Itália e por vários outros lugares gostosos, de cinco ou nenhuma estrela.
Meu carinho pela salsinha e por Veríssimo lutaram durante o livro inteiro, mas Veríssimo ganhou no final e eu não pude ficar chateado com ele por isso. Espero que ele não fique chateado por eu continuar comendo salsinhas...
[**** - quatro estrelas!]
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